FRAUDES NO REINO DA INFORMÁTICA

recolha do Pr@i@

 

 

 

 

 

 

 

         
 
 

... Cada vez mais as empresas de informática têm menos vitalidade financeira, menos stock, menos recursos humanos e menos lucros... Adivinha-se o dia em que este sistema precário e insustentável, qual castelo de cartas, se desequilibrará e ruirá por completo; um pernicioso circuito onde os fabricantes querem fazer dos distribuidores apenas manipuladores de caixotes e, por sua vez, estes querem fazer de uma boa parte dos revendedores, por inabilidade, inércia ou insuficiência financeira destes, apenas prateleiras onde expõem os seus produtos.

... Quem ganha com tudo isto?... Ninguém, nem mesmo o consumidor final que tem a possibilidade de adquirir os produtos a um preço cada vez mais reduzido. Perde-se tempo e recursos em batalhas concorrenciais muitas vezes inúteis, quando provado foi no passado que as guerras de preços, as bombásticas publicidades enganosas e as mistificações e armadilhas fraudulentas não conduzem a lado nenhum.

... Nesta luta insana pela sobrevivência dentro do sector informático, vale tudo, até esboçar a morte do nosso próprio projecto empresarial. Anunciam-se preços impossíveis de praticar sem sofrer prejuízos a curto ou médio prazo, vende-se usado como novo, anunciam-se campanhas de produtos dos quais não se tem stock, nunca se teve, nem será possível vir a ter em tempo útil e vende-se gato por lebre, ou seja, engana-se o cliente: raspam-se códigos e números de série para impossibilitar a verificação das características do produto, se não for facilmente identificável na instalação substituem-se as tampas plásticas frontais e as etiquetas dos CD-ROM e CDRW para que pareçam ter mais velocidade do que têm na realidade, remarcam-se fontes de alimentação de 180 ou 200 W vendendo-se as mesmas como sendo de 300 ou 350 W, colam-se novos autocolantes nas caixas das colunas de som de modo a que pareçam ter mais watts de potência do que aqueles com que foram dotadas de fábrica, remarcam-se as memórias, enfim, um nunca acabar de fraudes e grandes ou pequenas aldrabices... Muita gente sabe disto, mas poucos ou nenhuns são aqueles que levantam a voz contra este estado inconcebível das coisas...

            in Jornal “24 Horas” Suplemento “24 bits” de 28 de Fevereiro de 2003

 

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